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“No campo da crítica literária militante para fora dos muros universitários, à parte o autor destas linhas, parece ter surgido apenas uma vocação forte [no Rio Grande do Sul], Marcelo Backes.”
LUÍS AUGUSTO FISCHER
(Revista VOX XXI, Dezembro de 2000)
“Backes é um crítico na acepção ôntica da palavra, aquele que didaticamente ajuda o leitor a separar o verdadeiro escritor (que tem um compromisso com a verdade, a indagação e a busca do porquê o homem é o que é) do falso profeta. [...] Backes não é um alienado como tantos que conheci na vida, que sabem tudo sobre o que se passa na Europa e nada do que acontece no Brasil. O ponto alto do seu livro é, aliás, a visão brasileira da literatura alemã [...] ele é muito brasileiro e conhece como poucos a nossa literatura.”
FAUSTO WOLFF
(O Pasquim, 14.02.2004)
“[...]arroubos nada típicos dos inocentes assombrados, mas arroubos de um pensador (é o caso), de um artista (é o caso). A soma dos dois faz de Backes a solitária e impactante presença que ele representa em nossa cultura hoje.”
PAULO BENTANCUR
(Jornal O Globo, Prosa & Verso, p. 4, 20.10.2007)
“Raríssimas carreiras literárias têm a consistente coerência que Marcelo Backes imprime a sua. Por favor, não confunda coerência com repetição. Digo isso porque Backes tem tudo a seu dispor para ser mais um doutor, ou melhor, ele é um doutor. Mas diferente da grande maioria dos seus colegas, não é um doutor especialista. Se você, desconfiado leitor, associar especialista a acomodado, monotemático, não se condene, pois 'é por aí'.”
LUÍZ HORÁCIO
(Jornal Rascunho, Julho de 2007)
“Marcelo Backes, exímio tradutor de Heine, Schnitzler e Marx [...]”.
ANTONIO GONÇALVES FILHO
(O Estado de São Paulo, Caderno 2, D5, 13.10.2007)
“Marcelo Backes é um gaúcho da fronteira, alemãozão de quase 1,90m, índio grosso barbaridade, capaz de arrombar a patadas vetustas portas européias, de desrespeitar instituições e contar piadas pesadas, daquelas que antigamente faziam as moças corar. Marcelo Backes é um sujeito culto e refinadíssimo, escritor, professor universitário, tradutor, um conhecedor de artes plásticas obcecado por Kokoschka (...)”
RUBEM MAURO MACHADO
(Site da Associação Brasileira de Imprensa, Agosto de 2007)
“Marcelo Backes na crítica literária e Claudia Tajes na ficção são dois dos melhores exemplos da vitalidade das letras gaúchas neste alvorecer de milênio.”
EDUARDO LANIUS
(Jornal do Comércio, 10.11.2003)
“Quem, como Marcelo Backes, opta pelo exercício de uma profissão anacrônica, opta pela marginalidade e nada à contracorrente. Mas onde a sociedade gravita cada vez mais em torno da banalidade, do vácuo, da ausência de idéias publicáveis e da perceptível presença de idéias e planos impublicáveis – e o resultado das eleições locais de ontem [à prefeitura de Porto Alegre] comprova isso de modo eloqüente –, a marginalidade passa a ser um lugar privilegiado. [...] Ele não esconde o jogo e não participa de jogos com cartas marcadas. / Marcelo exerce a crítica literária por gostar de literatura. É um amante da literatura. À maneira dos críticos clássicos, ele é também um amador. Fosse ele profissional, interessar-se-ia apenas pelos assim chamados aspectos internos das obras analisadas. Mas ele relaciona os textos com os seus contextos e opera, como se vê à primeira vista, com um conceito amplo, inclusivo de literatura. Eis um inequívoco sinal de amadorismo. Profissionais procedem diferentemente, atêm-se aos dois centímetros quadrados que lhes foram assinalados pelos seus mandantes e guias de cabeça. Como já vêm de cabeça feita, não é de se esperar que façam a cabeça de quem quer que seja. / [...] Marcelo Backes traduz porque lê e gosta de literatura. É um diletante, no sentido que esse termo tinha antes de adquirir a sua acepção pejorativa, hoje dominante. Confirma uma afirmação de Gabriel García Márquez, Traducir es la forma más profunda de leer. Essa atitude de tradutor é cada vez mais rara, e não há como sobrestimá-la.”
PETER NAUMANN
(Trecho de palestra em mesa-redonda da 50ª. Feira do Livro de Porto Alegre, 1.11.2004)
“O crítico e escritor Marcelo Backes é um entusiasta do aforismo, estudioso e praticante, tanto sob o ponto de vista estritamente literário como na sua relação particular com afetos e desafetos.”
TAILOR DINIZ
(Revista Aplauso, 74, Maio de 2006)
“Marcelo — conforme diz Posidônio — significa o mesmo que martialis ou guerreiro. E ele possuía grande experiência na peleja, uma força física excepcional, um punho bravoroso e uma tendência natural às coisas da guerra. Por isso ele sempre revelou algo selvagem e intempestuoso nas batalhas, ao passo em que de resto sua conduta jamais deixou de se mostrar assaz humilde e humana. Ele também amava a arte clássica e as ciências, a ponto de considerar e admirar aqueles que nelas se destacaram; mas suas diversas incumbências jamais permitiram que ele mesmo se ocupasse delas tanto quanto talvez desejasse. [...] Se Marcelo nunca se mostrou, fosse qual fosse a disputa, indeciso ou despreparado, sempre logrou se superar no duelo, e não recusou jamais um desafio, vencendo a todos que o desafiaram.”
PLUTARCO
(em Vitae)
“O estilo cortante do escritor Marcelo Backes enxerga a literatura como uma espécie de vidraça entre a consciência de quem a pratica e o mundo que a provoca. [...] Backes (irresistível o trocadilho) é um profundo baque e uma saudável lufada de ar fresco na contaminada atmosfera de bom-mocismo gratuito.”
PAULO BENTANCUR
(Revista Cult, 104, Julho de 2006)
“Backes transita com desenvoltura ora na ficção (por vezes tangenciando a crônica de costumes e a sátira política) ora na poesia (máximas, dísticos, aforismos) e na crítica (anotações sobre o exercício crítico, fábulas comentadas etc.), e é sempre pela via do humor e da ironia que alicerça seu universo mental.”
ANDRÉ SEFFRIN
(Revista EntreLivros Ano I/11, Março de 2006)
“O crítico gaúcho Marcelo Backes leva à prática aquilo que, em textos invariavelmente polêmicos, reprova na indigente crítica literária brasileira e no compadrio entre autores que, a cada lançamento, elogiam-se mutuamente num círculo vicioso nocivo à literatura. Backes não vai a sessões de autógrafos, mesmo dos amigos mais chegados, nem escreve orelhas. Entende que esse é o ponto de partida para exercer com independência e isenção o árduo, muitas vezes incompreendido ofício da crítica.”
TAILOR DINIZ
(Revista Aplauso, no. 53/2004)
“Backes não perde seu tempo falando do que não presta. Fala do que nos interessa (vida pública e privada, autores e obras, reminiscências que transcendam a contingência biográfica do autor e espelhem a gênese de uma formação, uma ética e uma estética), sempre pondo o dedo na moleira. Isto é, sem dar mole, nunca.”
PAULO BENTANCUR
(O Estado de São Paulo, Caderno 2, 4.6.2006, p. D5)
“Backes é a mais grata revelação em tradução dos anos recentes. Já verteu cerca de 20 títulos de clássicos da língua de Kafka (inclusive este) acompanhados de notas críticas e introduções.”
???
(Zero Hora, 20.12.2004)
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