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¤ maisquememória. Editora Record: Rio de Janeiro 2007.
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Relatos de viagem ou romance-folhetim baseado em fatos reais? Os limites da narrativa de Marcelo Backes em maisquememória esgarçam as questões que o próprio título do livro sugere. O autor conta a história de um intelectual gaúcho que passa seis anos na Alemanha conhecendo o país de seus ancestrais e viajando pela Europa, enquanto termina seu doutorado.
maisquememória não é um mero caderno de viagens. O narrador – ou os narradores, já que no prelúdio o protagonista nos apresenta seu “cavalo”, que interrompe para dar sua opinião de vez em quando – descreve os lugares visitados de maneira peculiar. Refere-se aos povos que ajudaram na formação de cada cidade, à arquitetura, dá detalhes culturais e pode ir da gastronomia a museus, dos tipos de bebida ao modo de dirigir. Em trinta e três capítulos, a narrativa transita pelas cidades mais importantes da Alemanha (Berlim, Munique e Freiburg, ou Friburgo, como o autor prefere chamá-la) e de outros países europeus, como França, Áustria e Holanda.
O Brasil também está sempre no horizonte, seja em comparações com o país visitado (o autor vê semelhanças na Itália e, o extremo oposto, na Suíça), seja na oposição dialética centro e periferia ou no eterno sentimento de exílio, de estrangeiro, que o narrador experimenta interna e externamente: as feições germânicas para um brasileiro; as atitudes de sul-americano para um europeu. No subsolo de um romance sobre o mundo, que chega a dar papel de coro grego à história do pintor Kokoschka, o autor acaba contando sua tragédia pessoal, embora tente escondê-la a todo custo.
maisquememória é um livro que pode ser lido de capítulo em capítulo, quase independentemente, ou em fluxo contínuo. A prosa singular de Backes é instigante pela convivência harmônica entre sofisticação intelectual e humor ferino, erudição e expressões chulas, História maiúscula e umbilicalismo minúsculo.
O livro vem sendo saudado no Brasil inteiro como mais um exemplo do humor ferino de Backes, ousado a ponto de abordar questões abrangentes como o destino da Europa e debates filosóficos fundamentais como aquele acerca da identidade no mundo contemporâneo. maisquememória támbem foi aclamado como um dos grandes lançamentos de 2007 em diversas listas jornalísticas e blogueiras.
ALGUNS DEPOIMENTOS SOBRE O LIVRO:
“Não posso contar o final, mas adianto que não mais do que repente, próximo ao final, uma personagem feminina se mostra com toda a força, costurando os conflitos surdos que se anunciavam mas não se definiam até então. Isso quer dizer que, ao invés de protelar o conflito dos caracteres como de praxe, o autor o escondeu nas entrelinhas, deixando-o surgir apenas ao final. Quando o lemos, no entanto, percebemos que ele estava ali desde o prelúdio, preparando-nos para uma narrativa sobre a maior dor de todas, a dor amorosa, enfrentada com humor, ironia e mesmo agressividade bem chula, mas de maneira cética, isto é: com consciência de que essa dor não se vence, apenas se sofre.
Eis que a resenha precisa se contradizer, assim como o livro de Marcelo Backes o fez, dizendo que acabou de comentar um caderno de viagens precioso bem como um excelente romance, porque surpreendente tanto nos episódios quanto na forma com que os contou e costurou.”
GUSTAVO BERNARDO
(Jornal Do Brasil, Caderno Idéias, 11.8.2007, p. 6)
“maisquememória nos oferece uma viagem às avessas, o colonizado visitando o Velho Mundo. Examina, sem comiseração alguma, com um humor, e ao mesmo tempo uma propriedade erudita, mas sem nenhum tom pedante, a grandeza de nações como Alemanha, Áustria, Suíça, Itália, França, Hungria, Holanda, República Tcheca e outras não menos votadas. [...] Matéria de carpintaria, o texto de backes acasala os gêneros, destaca o eu, partículoa inicial da palavra >europeu> para mesclar tudo e botar abaixo o culto e o vulgar, e nada cultuar e muito menos rebaixar o que nos atrai. E atrair uns e outros, centro e periferia, colonizado e colonizador.”
PAULO BENTANCUR
(Jornal O Globo, Prosa & Verso, 20.10.2007, p. 4)
“Marcelo Backes – maisquememória: Ao lado de O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, o grande êxito da literatura brasileira em 2007. [...] O texto vai desde análises eruditas da arquitetura e costume locais até palpites engraçadíssimos sobre futebol, política e culinária (há, em certa altura, uma receita de codornas recheadas com uvas).”
JONAS LOPES
(Site Gymnopedies - Acordes assimétricos. Palpites dissonan- tes. Puro formalismo atonal, 21.10.2007)
“De página em página, você se sentirá numa viagem prazerosa onde de cada rua trará uma saudade. Obra incomum, tende à união de todas as coisas, ao absoluto, não, não se assuste, despreparado leitor, Lucrécio já fazia isso.
Da consistente coerência, resta a Backes a solidão e o silêncio, comprovantes do seu "passo errado", do qual se enaltece a sua obra, mas que o afasta da planície da chatice e o joga para o alto da cordilheira! Às vezes chego a pensar que essa marginalidade quase irredutível é simplesmente a marginalidade vital desse escritor/filósofo e seu vasto talento.”
LUIZ HORÁCIO
(Jornal Rascunho, no. 87, Julho de 2007, p. 3)
“Lidos casualmente um após o outro, os livros de Orhan Pamuk (Istambul, Cia. das Letras, 399 págs.) e de Marcelo Backes (maisquememória, Record, 399 págs.) podem parecer obras pertencentes a uma coleção muito específica, a do memorialismo jovem e turístico, mas tal redução é injusta e, mesmo sendo tão diferentes, elas têm outras semelhanças além do mesmo número de páginas.
1. São ambos livros em grande parte de memórias, embora Backes chame, com razão, maisquememória de “romance”.
2. São ambos livros que falam muito sobre história e artes em geral. E com conhecimento.
3. São ambos livros apaixonados em que as cidades e a geografia participam na condição de personagens. Istambul parece levar a vida de Pamuk como a música de Bach leva adiante suas árias e Backes corre de cidade em cidade como se fosse um Lazarillo de Tormes moderno, mas a intenção não é só a de fazer graça e sim a de entabular diálogos – visuais, verbais e físicos - com a cultura local.
4. Istambul caracteriza-se pela melancolia (hüzun) e sabemos que Pamuk, de forma absolutamente inacreditável e certamente sofrida, acabou separando-se da cidade que tanto ama e que conhece tão intensamente por fazer denúncias sobre o extermínio de armênios, enquanto maisquememória nos dá um itinerário muito sutil de como são emitidos e/ou ignorados os sinais que levam um casal à separação. Nos dois casos, ambos – e o “ambos” aqui é reforço de expressão – sabiam das conseqüências. Mas foram tragicamente em sua direção, como se outra coisa não fosse possível.”
MILTON RIBEIRO
(Blog Milton Ribeiro - Improvisações sobre literatura, música, cinema e qualquer coisa, principalmente, 24.10.2007)
“A leitura de maisquememória é fluente, as informações jorram, o mau-caratismo do personagem é cativante e, vá lá (como não cansa de repetir o protagonista), sua inteligência é sedutora. Por isso eu recomendo que o leitor esqueça o tom por vezes despeitado da narrativa e se delicie com o mau humo divertido desse centauro gaudério.”
FLÁVIO ILHA
(Revista Aplauso, Edição de Julho de 2007, p. 45)
“Tudo no livro de Marcelo Backes é inusitado. (...) Misto de guia de viagens com descrição arquitetônica e narrativa ficcional, romance de formação e sátira histórica, tudo isso misturado e, além de tudo, uma bela declaração de amor.”
RICARDO LÍSIAS
(Revista EntreLivros. ano 3 no. 29, p. 67-8)
“Invocado leitor, que tal uma viagem? Sim, uma viagem, porque em MAISQUEMEMÓRIA, romance publicado pela editora Record, Marcelo Backes, nos leva a distâncias que ultrapassam os limites do que poderia se chamar de passeio. Montados no lombo do narrador-personagem – ginete-cavalo -, num trote macio de Quarto de Milha, cavalgamos pela Europa de ontem e de hoje, visitando sua geografia, sua arquitetura, sua história político-econômica, sua arte, enfim, não se apea sem bagagem desse vaqueano – ou será backeano? - missioneiro. De lambuja, – veja que nossa prosa se tempera com regionalismos, coisa que saborosamente se encontra no livro, pois os relinchos são de um pingo-pícaro - a história de Oskar Kokoschka e sua Alma é pintada em quadros colocados entre um galope e outro. E tudo se trama como os tentos de um laço num final de quebrar-queixo. MAISQUEMEMÓRIA, de Marcelo Backes, é maisquediversão para quem sabe cair do cavalo.”
ESCOBAR NOGUEIRA
(Escoblog - Literatura e Informações relacionadas à arte, 22 de julho de 2007)
“Em alentadas e engraçadíssimas 400 páginas, ele nos relata suas aventuras (inclusive as picarescas) e desventuras em terras européias, que percorre conversando o tempo todo com o seu cavalo (ele próprio). Ao longo de 33 capítulos, a dupla pampeana percorre as principais cidades da Alemanha e de outros países, como França, Áustria e Holanda, fornecendo-nos informações curiosas e/ou valiosas sobre elas, às vezes da mais pura erudição, num misto de reportagem cultural, relato de viagem e análise sociológica, tudo temperado com sarcasmo e falta de paciência em relação à ignorância e prepotência.
Claro, ele se detém sobretudo na Germânia onde morou, deixando transparecer a admiração pela elevada cultura ali produzida; mas sem deslumbramentos terceiro-mundistas, sem nunca perdoar as idiossincrasias de seus ancestrais, de quem ri e debocha o tempo todo. E aqui me arrisco a levar uns sopapos do lado cavalar de Marcelo, por havê-lo chamado lá em cima de alemão: por que nada há de mais brasileiro do que o olhar (e o ser) de Marcelo, nos entrechoques quixotescos dele e seu cavalo com a cultura do Velho Mundo. Mas sua metralhadora giratória não poupa a mediocridade em lugar algum, nem lá e nem aqui, e acaba sobrando para todo mundo: o cara não é exatamente um diplomata e nem está preocupado com o politicamente correto. Enfim, um licor para ser degustado aos poucos, a cada noite, depois do jantar: como o humor ajuda a digestão, gente! Eu recomendo.”
RUBEM MAURO MACHADO
(em sua Coluna no Site da Associação Brasileira de Imprensa, 10.8.2007)
“Backes narra histórias de viagens reais pela Europa misturando ficção, História, humor, narrativa de formação e ensaios cínicos sobre praticamente tudo. É romance, e é mais.”
CARLOS ANDRÉ MOREIRA
(Zero Hora, Segundo Caderno, 18.9.2007, p. 6, chamada na Capa)
“Marcelo Backes soube preencher com originalidade e precisão esse seu indispensável caderno europeu de viagens. Nele, sabe ser Erasmo não ofende o ensaísmo de Montaigne quando insere, de a cabo a rabo de seu relato, a sátira e o humor próprios de Rabelais.”
LUIZ HORÁCIO
(Jornal Vaia, no. 22, Agosto de 2007, p. 2)
“Backes combina vasta cultura com ironia agressiva para no oferecer um livro tão divertido quanto comovente, sugerindo as sensações epifânicas de quem viaja não como turista mas sim como estrangeiro: estranhando tudo e despertando estranhamento nos nativos.”
GUSTAVO BERNARDO
(Site Dubito Ergo Sum, 28.8.2007)
“Aos 33 anos, idade em que escreveu e publica essas memórias dilapidadas pela ficção que as norteia, as salva do pessoalismo estreito, as inflama e as formata para o leitor desejoso de tramas, Backes atinge o que para Dante, citado na abertura e algumas vezes no livro, é a plenitude, o meio do caminho, o começo da maturidade. Pede um Virgílio e uma musa que seja um pouco mais eterna (ou menos provisória, passageira). Regressando ao Brasil, entende que é aí que a viagem começa, quando pode então projetar os seis anos anteriores, como uma fatia - e que fatia - de vida. Refaz esse tempo que não calaria nunca e que, num crítico, num polemista, num pensador com a coragem (maior ainda porque espremida por informação em quantidade e em densidade) do autor de Estilhaços (Record, 2006), resulta em um relato caleidoscópico e, paradoxalmente, rigoroso.”
PAULO BENTANCUR
(O Estado de S. Paulo, Caderno 2, 11.11.2007)
“As andanças e descobertas de um intelectual gaúcho que passa seis anos na Alemanha, conhecendo o país de seus ancestrais e viajando pela Europa enquanto termina o doutorado formam o ponto de partida de maisquememória , romance escrito por Marcelo Backes...”
(Gazeta do Povo, Caderno G, 11.8.2007)
“Nesse livro relatos de viagens e imaginação se fundem para a construção da narrativa, cuja marca principal é a passagem que o autor faz por diversos gêneros: a crônica, a memória, a micro-narrativa. O tempero advém das notas de ironia e bom humor do autor.”
(Diário do Nordeste, Caderno de Cultura, 29.7.2007)
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☼ Estilhaços: minigâncias-digressões-e-batocaços. Editora Record: Rio de Janeiro 2006.
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Estilhaços é a terceira obra individual de Marcelo Backes e sua primeira tentativa no âmbito da ficção.
Livro multifacetado, Estilhaços é, ao mesmo tempo, um painel contundente da contemporaneidade cultural, literária e política do Brasil e um inventário da formação pessoal do autor.
Caracterizada pelo sarcasmo e pela contundência do humor, a obra explora à exaustão dois gêneros pouco praticados no Brasil, o aforismo e o epigrama. Passando de Heine a Tom Waits e da Universidade de Freiburg ao Internacional de Porto Alegre, Estilhaços mostra um autor que transita com desenvoltura tanto pelo universo intelectual quanto pelo universo pop e é capaz de construir um universo ficcional dos mais bem elaborados sobre a base do fragmento, como acontece em “Glossário de nomes que são” – uma história fundamentada em microbiografias, com ingredientes bucólicos e até policiais – e em “Pequeno dicionário nostálgico do meu futebol missioneiro”, um exercício de criatividade e de intervenção no léxico, que fixa um universo ficcional que vai muito além do futebol.
ALGUNS DEPOIMENTOS SOBRE O LIVRO:
“Estilhaços não é simplesmente original. É, infelizmente, solitário. Cadê os pares que possam, com Backes, ampliar o diálogo, impossível sem vivo, enérgico debate? Uma espada para sempre embainhada é um adereço, para dizer o mínimo, ridículo. A arma branca de Backes, ao contrário, em momento algum sai de sua empunhadura, não é guardada em nenhuma página [...] e dá estocadas, mais que certeiras, indispensáveis, ferindo a falsa paz preguiçosa dos que acham que cultura e civilização são prédios já suficientemente construídos e esquecendo que alguns, urgentemente, precisam ser implodidos.”
PAULO BENTANCUR
(Revista Aplauso 104, Julho de 2006)
“O mês de abril foi igualmente valorizado pelos Estilhaços de Marcelo Backes, com seus rasgos onde as emoções, o ácido sarcasmo, a brutal sinceridade, a inteligência e uma tão vasta cultura para tão pouca idade.”
SERGIO FARACO
(Zero Hora, Edição 14881, 24.5.2006)
“[...] trata-se de um livro criativo, um sopro de novidade no cenário: um conjunto composto de textos inconformados, rebeldes, com grande volúpia de atacar certo poder, de vez em quando alcançando alta voltagem estética – para este leitor aqui, particularmente as duas seções do livro dedicadas ao mundo da pequena cidade de que o autor proveio, cidadezinha em que as relações humanas são atravessadas pelo poder da religião e pela vontade de transgredi-lo, tudo condicionado pelo trabalho no campo e pela gente alemoa do Rio Grande do Sul missioneiro.”
LUÍS AUGUSTO FISCHER
(Zero Hora, Caderno de Cultura, 1.4.2006, p. 2)
“De Lutero aos tipos de Campina das Missões, que conheceu quando crainça, Backes mistura tudo no caldeirão de Estilhaços, legítimo mosaico de referências que contém muito de humor e ironia.”
EDUARDO LANIUS
(Jornal do Comércio, 6.4.2006, p. 3)
“Filhos de pais e mães trocados, cornos, cafajestes, padres safados, bêbados, prostitutas, mulheres carimbadas e guris que conhecem como a palma da mão as frestas de tábuas dos banheiros vizinhos compõem o universo criado por Backes que, com este texto, faz uma estréia das melhores na ficção brasileira.”
TAILOR DINIZ
(Sobre “Glossário de nomes que são” de Estilhaços . Revista Aplauso, 74, Maio de 2006)
“Estilhaços é uma grande aventura de linguagem, irônica, onírica, como em “Glossário de nomes que são ou Estória onomástica de Anharetã”. Conto? Novela? Seja como for, uma verdadeira mitopoética de sua aldeia, que se prolonga na seção “Pequeno dicionário nostálgico do meu futebol missioneiro”, em registros divertidíssimos de um sarcasta convicto.”
ANDRÉ SEFFRIN
(Revista EntreLivros, Ano I/11, Março de 2006)
““Potro que nasce em chiqueiro não vira porco", sentencia o jovem escritor Marcelo Backes, em Estilhaços, livro genial que une o dia-a-dia da terra gaúcha ao mais acurado pensamento filosófico germânico.”
FLÁVIO TAVARES
(Zero Hora, Edição 14892, 14.6.2006)
“Estilhaços leva a uma leitura compulsiva. A brevidade dos aforismos seduz como a das manchetes dos jornais. Você passa o olho e parece impossível não lê-las. Agora imagine um livro quase todo assim.”
IRINÊO NETTO
(Gazeta do Povo, 17.4.2006, Capa do Caderno G)
“Estilhaços, comprova a competente erudição de Marcelo Backes e sua salutar tendência à solidão intelectual. Explico: aquela que não embota os critérios e conserva a lucidez...”
LUÍZ HORÁCIO
(Prosa Online, Jornal O Globo, 23.2.2007)
“Numa forma que transita do miniconto ao aforismo, Backes lança mão da ironia para realizar um mosaico contemporâneo, formado por fragmentos independentes que mesclam cotidiano, sátira, reflexões culturais e sociais.”
CARLOS ANDRÉ MOREIRA
(Zero Hora, Segundo Caderno, 8.3.2006, Capa do Caderno)
“Muita coisa sobra depois da leitura de Estilhaços, de Marcelo Backes, de 30 anos. Fragmentos, sim, mas não pedaços arruinados pela aguda e temperada leitura do crítico e escritor, e sim fragmentos esplendentes e, claro, ferinos. Uma ferida que lança luz sobre o cancro da cultura estagnada e da vida social tão injusta quanto avessa ao debate franco.”
PAULO BENTANCUR
(O Estado de São Paulo, Caderno 2, 4.6.2006, p. D5)
“Estilhaços, de Marcelo Backes, é desconcertante e quase inclassificável. Desconcertante, porque traz aforismos, epigramas, fragmentos autobiográficos, pensamentos, traduções, crítica e ficção, numa seqüência que ajuda a compor um retrato do autor “quando jovem”, ou seja, até aqui; e quase inclassificável, ao misturar coisas díspares na aparência, sem pontos de contato visíveis, mas que, de alguma forma, traem as preferências estéticas. A vivência interiorana (ao lado do seu oposto, o abandono das raízes), o pendor para a controvérsia... vazados numa linguagem que revela a origem gaúcha, ou melhor, missioneira, de Backes , um homem de letras que embaralha o erudito e o popular.
EDUARDO LANIUS
(Jornal do Comércio, Panorama, 13.3.2006, Capa de Caderno)
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☼ A arte do combate. A literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários. Boitempo Editorial: São Paulo 2003.
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A arte do combate trata da literatura alemã, de seu caráter combativo e do combate nas artes em geral. São cento e poucos capítulos, com centenas de poemas, aforismos, fábulas, epigramas e cartas dos mais importantes entre os escritores alemães do período entre Lutero (1483-1546) e Bertolt Brecht (1898-1956).
Todos esses textos – breves, incisivos – são imensamente irônicos, briguentos, críticos e combativos. Eles são seguidos por um comentário de Marcelo Backes, que situa tanto o autor, quanto a obra e o trecho selecionado. Esse comentário faz – de quando em vez – algum Witz a respeito da falta de combatividade típica da literatura brasileira. Na obra, sobretudo nas partes introdutórias e, no final, no “Adendo longuíssimo” podem ser encontradas referências – e avaliações breves – acerca de todos os escritores alemães, dos primórdios da literatura germânica, no século VIII, aos dias de hoje.
ALGUNS DEPOIMENTOS SOBRE O LIVRO:
“É, sem dúvida, o melhor livro sobre a literatura alemã que já li [...]”
FAUSTO WOLFF
(O Pasquim, 14.02.2004)
“A Arte do Combate traz muitas amostras do que há de genial na tradição alemã do fragmento e da ironia. Aproximando no mesmo volume os irmãos Grimm e Kafka, as “xênias” de Goethe e os ditos de Brecht, os paradoxos de Karl Kraus, uma sentença de Schnitzler e um aforismo de Nietzsche, o trabalho de Backes cintila de relações inusitadas e pensamentos notáveis.”
MARCELO COELHO
(Folha de São Paulo, 20.12.2003)
“Com as “chispas poéticas” alemãs que Marcelo Backes apresenta em seu voluminoso livro A arte do combate, desencadeia um espetáculo pirotécnico textual – no melhor dos sentidos. A esses fogos de artifício literários não só contribuem os textos escolhidos como também as belíssimas traduções e os ricos comentários sobre o respectivo autor e toda sua obra. Marcelo Backes apresenta, dessa maneira, oitenta autores da literatura em língua alemã, que se espalham por um período que inicia com Lutero e acaba com Brecht.”
JOACHIM MICHAEL
Margem esquerda, no. 4 (2004-2005)
“Marcelo Backes exibe a faca amolada da literatura. [...] A abordagem é inusitada. A obra é uma espécie de manual que parte de gêneros muito específicos: a fábula, o provérbio, o aforismo e o epigrama (poemas curtos e, ao mesmo tempo, cortantes).”
HAROLDO CERAVOLO SEREZA
(Estado de São Paulo, 9.11.2003)
“Em A arte do combate, Marcelo Backes discute, num viés polêmico, a ausência de crítica literária no Brasil. Vale um debate em campo aberto, e a hora é propícia. Mas o livro é outra coisa, desde o subtítulo: “a literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários”. Backes traçou um painel da literatura alemã, dos primórdios à atualidade, algo tão extenso que entre nós só encontra similar no livro canônico de Otto Maria Carpeaux, A literatura alemã, de 1964.”
ANDRÉ SEFFRIN
(O Pasquim, 8.11.2003)
“Uma boa leitura de verão, oásis, descanso à beira do caminho...”
VICENTE SEREJO
(Jornal de Hoje, Natal, 28.12.2003)
“A arte do combate é um consistente e bem alinhado conjunto de chispas poéticas, aforismos, epigramas, poesias, fábulas, cartas, excertos da nata da literatura alemã a partir de Lutero, com comentários do autor, a maioria deles na linha dos textos selecionados, que, embora carreguem sistematicamente um tom entre o espirituoso e a ironia quase corrosiva, não perdem o seu caráter didático. Num trabalho de fôlego e competência, além de analisar a produção intelectual alemã desde sua formação, cita autores e críticos que, à sua época, através de uma posição firme, às vezes até agressiva, contribuíram para o surgimento de uma literatura [a alemã] respeitada como a de hoje.”
TAILOR DINIZ
(Revista Aplauso, no. 53/2004).
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☼ Lazarus über sich selbst. Heinrich Heine als Essayist in Versen. Peter Lang Verlag: Frankfurt, Bern und New York 2005.
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„Jeder mißversteht seinen halben Heine so gut es geht“, wie Wolf Biermann einmal schrieb. Als Einheit wird das Werk Heines seit langem nicht mehr betrachtet, obwohl es eine vollkommene Einheit in seiner Zerrissenheit –in seiner gebrochen Modernität– bildet. Heine war bei weitem nicht nur Journalist und politischer Schriftsteller, genauso wenig wie er nur Lyriker und unpolitischer Dichter war.
Die Spannungen zwischen Politik und Poesie erhielten sich bei Heine bis zum Ende seines Schaffens. Auch Zwischentöne, Unentschiedenes sind zeitlebens bemerkbar.
Aber alle seine Schriften entspringen, wie er selbst sagte, ein und demselben subjektiv betonten Gedanken.
„‚Ein‘ Gedicht mag ihn enthalten, ‚alle‘ Gedichte entfalten ihn“, wie Klaus Briegleb –Heines Herausgeber– treffsicher im „Nachwort“ zur Gesamtausgabe der Werke schrieb. Genau deswegen befasst sich diese Arbeit mit Heines gesamtem Werk, auch wenn es sich am Ende auf Heines letzte Gedichte konzentriert.
Und den Anstoß für das vorliegende Buch hat dies und ein Satz Montaignes gegeben: „Je suis moy-mesmes la matiere de mon livre.“ Als mir klar wurde, dass es keinen Satz gibt, der Heinrich Heines Werk –insbesondere das Werk der Matratzengruft, und darin speziell das des nicht zustande gekommenen Buch Lazarus– besser charakterisiert als dieser Satz Montaignes hatte ich ein Thema… (Aus dem Vorwort)
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¤ Antologia de contistas bissextos. Editora L&PM: Porto Alegre 2007. Organização de Sergio Faraco
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O livro reúne contos de autores mais conhecidos em outras áreas da ficção, da arte, ou da vida pública. Além de um conto de Marcelo Backes, há contos de Tarso Genro, Fábio Lucas e Ivo Bender, entre outros.
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☼ Escombros & caprichos. O melhor do conto alemão no século 20. L&PM: Porto Alegre 2004.
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Escombros e caprichos, é uma antologia do conto em língua alemã do século 20, organizada por Marcelo Backes e Rolf G. Renner e traduzida e comentada pelo primeiro.
Ela traz 54 contos em língua alemã, de autores que vão de Hugo von Hofmannsthal (1874-1929) a Karen Duve (nascida em 1961), ou Judith Hermann (nascida em 1970), passando pelos prêmios Nobel de Literatura Thomas Mann, Heinrich Böll, Günter Grass e a ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2004, a austríaca Elfriede Jelinek.
Além dos contos – Marcelo Backes declara instigante a experiência de traduzir 54 autores, em parte tão diferentes um do outro, para em seguida reuni-los no mesmo livro –, o leitor terá à sua disposição um Prefácio bem abrangente e detalhado, escrito por Rolf G. Renner. Nele, a literatura em língua alemã do século 20 é analisada globalmente, sob um ponto de vista teórico-crítico que abre o leque inclusive para o pensamento filosófico e estético decisivo na orientação literária do mesmo século.
No Glossário, situado imediatamente após o conto de Karen Duve – não por acaso o último da antologia, afinal ele se passa na última noite do século –, o leitor poderá pesquisar tudo aquilo que o texto lhe oferece e ele talvez não conheça, desde expressões estrangeiras a cidades e lugarejos desconhecidos, bem como datas históricas.
No Posfácio – que, assim como o Glossário, foi elaborado por Backes – o leitor encontrará um breve texto acerca da vida e da obra de cada um dos autores compilados, e uma análise – sempre breve, às vezes brevíssima – do conto selecionado.
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Bertolt Brecht. Cadernos Porto & Vírgula. Secretaria de Cultura de Porto Alegre: Porto Alegre 1998 (org.)
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Coletânea de textos em homenagem aos 100 anos do nascimento do dramaturgo, poeta e escritor alemão Bertolt Brecht. A obra reúne ensaios de Roberto Schwarz, José Antônio Pasta Jr., Willi Bolle, Gerd Bornheim, Peter Naumann, Flávio Oliveira e Marcelo Backes entre outros e debate diferentes aspectos da vida e da obra do grande escritor, dramaturgo e poeta alemão.
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☼ Nova Antologia Pessoal de Armindo Trevisan. Prefácio. Editora Sulina (2001).
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☼ Antônio Chimango de Amaro Juvenal. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas Grandes Obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
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☼ Poemas de Emily Dickinson (tradução de Ivo Bender). Coordenação e texto de orelha. Clássicos Mercado Aberto (2002).
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☼ Viagem ao redor do meu quarto de Xavier de Maistre (tradução de Armindo Trevisan). Coordenação, prefácio e revisão da tradução. Clássicos Mercado Aberto (1999).
☼ História de Gil Blas de Santillana de Alain-René Lesage (tradução de Bocage). Coordenação e prefácio. Clássicos Mercado Aberto (1999).
☼ Viagens na Minha Terra de Almeida Garret. Coordenação e prefácio. Clássicos Mercado Aberto (1999).
☼ A capital federal de Artur de Azevedo. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ Leonor de Mendonça de Gonçalves Dias. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ Macário de Álvares de Azevedo. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ Eu de Augusto dos Anjos. Prefácio. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ Como e por que sou romancista de José de Alencar. Prefácio. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ O alienista de Machado de Assis. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ Um homem célebre e outros contos imortais de Machado de Assis. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ As relações naturais e outra comédias de Qorpo Santo. Seleção, organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ O negro Bonifácio & outros contos de Simões Lopes Neto. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
☼ Os melhores sermões de Pe. Antônio Vieira. Seleção, organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).
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