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Estilhaços é a terceira obra individual de Marcelo Backes e sua primeira tentativa no âmbito da ficção. Livro multifacetado, Estilhaços é, ao mesmo tempo, um painel contundente da contemporaneidade cultural, literária e política do Brasil e um inventário da formação pessoal do autor. Caracterizada pelo sarcasmo e pela contundência do humor, a obra explora à exaustão dois gêneros pouco praticados no Brasil, o aforismo e o epigrama. Passando de Heine a Tom Waits e da Universidade de Freiburg ao Internacional de Porto Alegre, Estilhaços mostra um autor que transita com desenvoltura tanto pelo universo intelectual quanto pelo universo pop e é capaz de construir um universo ficcional dos mais bem elaborados sobre a base do fragmento, como acontece em “Glossário de nomes que são” – uma história fundamentada em microbiografias, com ingredientes bucólicos e até policiais – e em “Pequeno dicionário nostálgico do meu futebol missioneiro”, um exercício de criatividade e de intervenção no léxico, que fixa um universo ficcional que vai muito além do futebol.
“Estilhaços não é simplesmente original. É, infelizmente, solitário. Cadê os pares que possam, com Backes, ampliar o diálogo, impossível sem vivo, enérgico debate? Uma espada para sempre embainhada é um adereço, para dizer o mínimo, ridículo. A arma branca de Backes, ao contrário, em momento algum sai de sua empunhadura, não é guardada em nenhuma página [...] e dá estocadas, mais que certeiras, indispensáveis, ferindo a falsa paz preguiçosa dos que acham que cultura e civilização são prédios já suficientemente construídos e esquecendo que alguns, urgentemente, precisam ser implodidos.” PAULO BENTANCUR ( Revista Aplauso 104 , Julho de 2006) “O mês de abril foi igualmente valorizado pelos Estilhaços de Marcelo Backes, com seus rasgos onde as emoções, o ácido sarcasmo, a brutal sinceridade, a inteligência e uma tão vasta cultura para tão pouca idade.” SERGIO FARACO ( Zero Hora , Edição 14881, 24.5.2006) “[...] trata-se de um livro criativo, um sopro de novidade no cenário: um conjunto composto de textos inconformados, rebeldes, com grande volúpia de atacar certo poder, de vez em quando alcançando alta voltagem estética – para este leitor aqui, particularmente as duas seções do livro dedicadas ao mundo da pequena cidade de que o autor proveio, cidadezinha em que as relações humanas são atravessadas pelo poder da religião e pela vontade de transgredi-lo, tudo condicionado pelo trabalho no campo e pela gente alemoa do Rio Grande do Sul missioneiro.” LUÍS AUGUSTO FISCHER ( Zero Hora , Caderno de Cultura, 1.4.2006, p. 2 ) “De Lutero aos tipos de Campina das Missões, que conheceu quando crainça, Backes mistura tudo no caldeirão de Estilhaços , legítimo mosaico de referências que contém muito de humor e ironia.” EDUARDO LANIUS ( Jornal do Comércio , 6.4.2006, p. 3) “Filhos de pais e mães trocados, cornos, cafajestes, padres safados, bêbados, prostitutas, mulheres carimbadas e guris que conhecem como a palma da mão as frestas de tábuas dos banheiros vizinhos compõem o universo criado por Backes que, com este texto, faz uma estréia das melhores na ficção brasileira.” TAILOR DINIZ (Sobre “Glossário de nomes que são” de Estilhaços . Revista Aplauso , 74, Maio de 2006) “ Estilhaços é uma grande aventura de linguagem, irônica, onírica, como em “Glossário de nomes que são ou Estória onomástica de Anharetã”. Conto? Novela? Seja como for, uma verdadeira mitopoética de sua aldeia, que se prolonga na seção “Pequeno dicionário nostálgico do meu futebol missioneiro”, em registros divertidíssimos de um sarcasta convicto.” ANDRÉ SEFFRIN ( Revista EntreLivros, Ano I/11 , Março de 2006 ) ““Potro que nasce em chiqueiro não vira porco", sentencia o jovem escritor Marcelo Backes , em Estilhaços , livro genial que une o dia-a-dia da terra gaúcha ao mais acurado pensamento filosófico germânico.” FLÁVIO TAVARES ( Zero Hora , Edição 14892, 14.6.2006) “ Estilhaços leva a uma leitura compulsiva. A brevidade dos aforismos seduz como a das manchetes dos jornais. Você passa o olho e parece impossível não lê-las. Agora imagine um livro quase todo assim.” IRINÊO NETTO ( Gazeta do Povo , 17.4.2006, Capa do Caderno G ) “Numa forma que transita do miniconto ao aforismo, Backes lança mão da ironia para realizar um mosaico contemporâneo, formado por fragmentos independentes que mesclam cotidiano, sátira, reflexões culturais e sociais.” CARLOS ANDRÉ MOREIRA ( Zero Hora , Segundo Caderno, 8.3.2006, Capa do Caderno ) “Muita coisa sobra depois de Estilhaços , de Marcelo Backes , de 30 anos. Fragmentos, sim, mas não pedaços arruinados pela aguda e temperada leitura do crítico e escritor, e sim fragmentos esplendentes e, claro, ferinos. Uma ferida que lança luz sobre o cancro da cultura estagnada e da vida social tão injusta quanto avessa ao debate franco.” PAULO BENTANCUR ( O Estado de São Paulo , Caderno 2, 4.6.2006, p. D5 ) “ Estilhaços , de Marcelo Backes , é desconcertante e quase inclassificável. Desconcertante, porque traz aforismos, epigramas, fragmentos autobiográficos, pensamentos, traduções, crítica e ficção, numa seqüência que ajuda a compor um retrato do autor “quando jovem”, ou seja, até aqui; e quase inclassificável, ao misturar coisas díspares na aparência, sem pontos de contato visíveis, mas que, de alguma forma, traem as preferências estéticas. A vivência interiorana (ao lado do seu oposto, o abandono das raízes), o pendor para a controvérsia... vazados numa linguagem que revela a origem gaúcha, ou melhor, missioneira, de Backes , um homem de letras que embaralha o erudito e o popular. EDUARDO LANIUS ( Jornal do Comércio , Panorama, 13.3.2006, Capa de Caderno )
☼ A arte do combate. A literatura alemã em cento e poucas
chispas poéticas e outros tantos comentários. Boitempo Editorial :
São Paulo 2003. A arte do combate trata da literatura alemã, de seu
caráter combativo e do combate nas artes em geral. São cento e poucos
capítulos, com centenas de poemas, aforismos, fábulas, epigramas e cartas
dos mais importantes entre os escritores alemães do período entre Lutero
(1483-1546) e Bertolt Brecht (1898-1956). Todos esses textos – breves,
incisivos – são imensamente irônicos, briguentos, críticos e combativos.
Eles são seguidos por um comentário de Marcelo Backes, que situa tanto
o autor, quanto a obra e o trecho selecionado. Esse comentário faz – de
quando em vez – algum Witz a respeito da falta de combatividade
típica da literatura brasileira. Na obra, sobretudo nas partes introdutórias
e, no final, no “Adendo longuíssimo” podem ser encontradas referências
– e avaliações breves – acerca de todos os escritores alemães, dos primórdios
da literatura germânica, no século VIII, aos dias de hoje. “É, sem dúvida, o melhor livro sobre a literatura alemã que já li [...]” FAUSTO WOLFF (O Pasquim, 14.02.2004) “A Arte do Combate traz muitas amostras
do que há de genial na tradição alemã do fragmento e da ironia. Aproximando
no mesmo volume os irmãos Grimm e Kafka, as “xênias” de Goethe e os ditos
de Brecht, os paradoxos de Karl Kraus, uma sentença de Schnitzler e um
aforismo de Nietzsche, o trabalho de Backes cintila de relações inusitadas e pensamentos notáveis.” MARCELO COELHO (Folha de São Paulo, 20.12.2003) “Com
as “chispas poéticas” alemãs que Marcelo
Backes apresenta em seu voluminoso livro A arte do combate,
desencadeia um espetáculo pirotécnico textual – no
melhor dos sentidos. A esses fogos de artifício literários
não só contribuem os textos escolhidos como também
as belíssimas traduções e os ricos comentários
sobre o respectivo autor e toda sua obra. Marcelo Backes apresenta, dessa maneira, oitenta autores da literatura em língua
alemã, que se espalham por um período que inicia com Lutero
e acaba com Brecht.” JOACHIM MICHAEL Margem
esquerda, no. 4 (2004-2005) “Marcelo Backes exibe a faca amolada da
literatura. [...] A abordagem é inusitada. A obra é uma espécie de manual
que parte de gêneros muito específicos: a fábula, o provérbio, o aforismo
e o epigrama (poemas curtos e, ao mesmo tempo, cortantes).” HAROLDO CERAVOLO SEREZA (Estado de São Paulo, 9.11.2003) “Em A arte do combate, Marcelo Backes discute, num viés polêmico, a ausência de crítica literária no Brasil. Vale um debate em campo aberto, e a hora é propícia. Mas o livro é outra coisa, desde o subtítulo: “a literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários”. Backes traçou um painel da literatura alemã, dos primórdios à atualidade, algo tão extenso que entre nós só encontra similar no livro canônico de Otto Maria Carpeaux, A literatura alemã, de 1964.” ANDRÉ SEFFRIN (O Pasquim, 8.11.2003) “Uma boa
leitura de verão, oásis, descanso à beira do caminho...” VICENTE SEREJO (Jornal de Hoje, Natal, 28.12.2003) “A arte do combate é um consistente e bem alinhado conjunto de chispas poéticas, aforismos, epigramas, poesias, fábulas, cartas, excertos da nata da literatura alemã a partir de Lutero, com comentários do autor, a maioria deles na linha dos textos selecionados, que, embora carreguem sistematicamente um tom entre o espirituoso e a ironia quase corrosiva, não perdem o seu caráter didático. Num trabalho de fôlego e competência, além de analisar a produção intelectual alemã desde sua formação, cita autores e críticos que, à sua época, através de uma posição firme, às vezes até agressiva, contribuíram para o surgimento de uma literatura [a alemã] respeitada como a de hoje.” TAILOR DINIZ (Revista Aplauso, no. 53/2004). Um
capítulo de A arte do combate ☼ Lazarus über sich selbst. Heinrich Heine als
Essayist in Versen. Peter Lang Verlag : Frankfurt, Bern und New York
2005. „Jeder mißversteht seinen
halben Heine so gut es geht“, wie Wolf Biermann einmal schrieb.
Als Einheit wird das Werk Heines seit langem nicht mehr betrachtet, obwohl
es eine vollkommene Einheit in seiner Zerrissenheit –in seiner gebrochen
Modernität– bildet. Heine war bei weitem nicht nur Journalist
und politischer Schriftsteller, genauso wenig wie er nur Lyriker und unpolitischer
Dichter war. Die Spannungen zwischen Politik und Poesie erhielten sich
bei Heine bis zum Ende seines Schaffens. Auch Zwischentöne, Unentschiedenes
sind zeitlebens bemerkbar. Aber alle seine Schriften entspringen, wie
er selbst sagte, ein und demselben subjektiv betonten Gedanken. „‚Ein‘
Gedicht mag ihn enthalten, ‚alle‘ Gedichte entfalten ihn“,
wie Klaus Briegleb –Heines Herausgeber– treffsicher im „Nachwort“ zur Gesamtausgabe der Werke schrieb. Genau deswegen befasst sich diese
Arbeit mit Heines gesamtem Werk, auch wenn es sich am Ende auf Heines
letzte Gedichte konzentriert.
Escombros e caprichos, é
uma antologia do conto em língua alemã do século
20, organizada por Marcelo Backes e Rolf G. Renner e traduzida e comentada
pelo primeiro. Princípio
do conto de Thomas Bernhard Sobre
Elfriede Jelinek, - Prêmio Nobel de Literatura em 2004
☼ Bertolt Brecht. Cadernos Porto &
Vírgula. Secretaria de Cultura de
Porto Alegre : Porto Alegre 1998 (org.)Coletânea de textos em homenagem aos 100 anos do nascimento do dramaturgo, poeta e escritor alemão Bertolt Brecht. A obra reúne ensaios de Roberto Schwarz, José Antônio Pasta Jr., Willi Bolle, Gerd Bornheim, Peter Naumann, Flávio Oliveira e Marcelo Backes entre outros e debate diferentes aspectos da vida e da obra do grande escritor, dramaturgo e poeta alemão. Marcelo Backes é missioneiro das caorganizados e prefaciadoss do R
☼ Nova Antologia Pessoal Nova de
Armindo Trevisan. Prefácio. Editora Sulina (2001).io
☼ Antônio Chimango de Amaro Juvenal.
Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas Grandes Obras” da Editora
Mercado Aberto (1999).
☼ Poemas de Emily Dickinson (tradução de Ivo Bender). Coordenação
e texto de orelha. Clássicos Mercado Aberto (2002).e
1999, Backes reside aos pés da Floresta Negra, em Freiburg, na
Alemanha, onde conclui doutorado em Romanística e Germanística
na Albert-Ludwigs-Universität, universidade em que também
é docente. Sua tese – sobre a obra de Heinrich Heine –
leva o título de Lazarus über sich selbst: Heinrich Heine
als Essayist in Versen e será publicada ainda em 2004, na
Alemanha.
☼ Viagem ao redor do meu quarto de Xavier de Maistre (tradução de Armindo Trevisan). Coordenação, prefácio e revisão da tradução.
Clássicos Mercado Aberto (1999). ☼ História de Gil Blas de Santillana de Alain-René Lesage (tradução de Bocage). Coordenação e prefácio. Clássicos Mercado Aberto (1999). ☼ Viagens na Minha Terra de Almeida
Garret. Coordenação e prefácio. Clássicos Mercado Aberto (1999). ☼ A capital federal de Artur
de Azevedo. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes
obras” da Editora Mercado Aberto (1999). ☼ Leonor de Mendonça de Gonçalves
Dias. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999). ☼ Macário de Álvares de Azevedo. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora
Mercado Aberto (1999). ☼ Eu de Augusto dos Anjos. Prefácio. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999). ☼ Como e por que sou romancista de José de Alencar. Prefácio. Série “Pequenas grandes obras” da Editora
Mercado Aberto (1999). ☼ O alienista de Machado de Assis. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto
(1999). ☼ Um homem célebre e outros contos imortais de Machado de Assis. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999). ☼ As relações naturais e outra comédias de Qorpo Santo. Seleção, organização, prefácio e notas. Série “Pequenas
grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999). ☼ O negro Bonifácio & outros contos de Simões Lopes Neto. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999). ☼ Os melhores sermões de Pe.
Antônio Vieira. Seleção, organização, prefácio e notas. Série “Pequenas
grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999). ☼ Contrastes e confrontos de Euclides
da Cunha. EDIÇÃO COMENTADA. Organização, prefácio, posfácio e notas
críticas. Série L&PM Pockets
(no prelo).
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