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¤ maisquememória . Editora Record : Rio de Janeiro 2007.

 

Relatos de viagem ou romance-folhetim baseado em fatos reais ? Os limites da narrativa de Marcelo Backes em maisquememória esgarçam as questões que o próprio título do livro sugere. O autor conta a história de um intelectual gaúcho que passa seis anos na Alemanha conhecendo o país de seus ancestrais e viajando pela Europa, enquanto termina seu doutorado .

maisquememória não é um mero caderno de viagens . O narrador – ou os narradores, já que no prelúdio o

protagonista nos apresenta seu “ cavalo ”, que interrompe para dar sua opinião de vez em quando – descreve os lugares visitados de maneira peculiar . Refere-se aos povos que ajudaram na formação de cada cidade , à arquitetura , dá detalhes culturais e pode ir da gastronomia a museus , dos tipos de bebida ao modo de dirigir . Em trinta e três capítulos , a narrativa transita pelas cidades mais importantes da Alemanha (Berlim, Munique e Freiburg, ou Friburgo, como o autor prefere chamá-la) e de outros países europeus , como França, Áustria e Holanda.

O Brasil também está sempre no horizonte , seja em comparações com o país visitado (o autor vê semelhanças na Itália e, o extremo oposto , na Suíça ), seja na oposição dialética centro e periferia ou no eterno sentimento de exílio , de estrangeiro , que o narrador experimenta interna e externamente : as feições germânicas para um brasileiro ; as atitudes de sul-americano para um europeu . No subsolo de um romance sobre o mundo , que chega a dar papel de coro grego à história do pintor Kokoschka, o autor acaba contando sua tragédia pessoal , embora tente escondê-la a todo custo .

maisquememória é um livro que pode ser lido de capítulo em capítulo , quase independentemente , ou em fluxo contínuo . A prosa singular de Backes é instigante pela convivência harmônica entre sofisticação intelectual e humor ferino , erudição e expressões chulas , História maiúscula e umbilicalismo minúsculo .

O livro vem sendo saudado no Brasil inteiro como mais um exemplo do humor ferino de Backes , ousado a ponto de abordar questões abrangentes como o destino da Europa e debates filosóficos fundamentais como aquele acerca da identidade no mundo contemporâneo .

 

 

Alguns depoimentos sobre o livro :

 

“ Não posso contar o final , mas adianto que não mais do que repente , próximo ao final , uma personagem feminina se mostra com toda a força , costurando os conflitos surdos que se anu nciavam mas não se definiam até então . Isso quer dizer que , ao invés de protelar o conflito dos caracteres como de praxe , o autor o escondeu nas entrelinhas , deixando-o surgir apenas ao final . Quando o lemos, no entanto , percebemos que ele estava ali desde o prelúdio , preparando-nos para uma narrativa sobre a maior dor de todas, a dor amorosa , enfrentada com humor , ironia e mesmo agressividade bem chula , mas de maneira cética , isto é: com consciência de que essa dor não se vence, apenas se sofre.

Eis que a resenha precisa se contradizer , assim como o livro de Marcelo Backes o fez, dizendo que acabou de comentar um caderno de viagens precioso bem como um excelente romance , porque surpreendente tanto nos episódios quanto na forma com que os contou e costurou.”

GUSTAVO BERNARDO

Jornal Do Brasil

 

“De página em página , você se sentirá numa viagem prazerosa onde de cada rua trará uma saudade . Obra incomum , tende à união de todas as coisas , ao absoluto , não , não se assuste, despreparado leitor , Lucrécio já fazia isso .

Da consistente coerência , resta a Backes a solidão e o silêncio , comprovantes do seu " passo errado", do qual se enaltece a sua obra , mas que o afasta da planície da chatice e o joga para o alto da cordilheira ! Às vezes chego a pensar que essa marginalidade quase irredutível é simplesmente a marginalidade vital desse escritor /filósofo e seu vasto talento .

LUIZ HORÁCIO

Jornal Rascunho

“A leitura de maisquememória é fluente , as informações jorram, o mau-caratismo do personagem é cativante e, vá lá ( como não cansa de repetir o protafonista), sua inteligência é sedutora. Por isso eu recomendo que o leitor esqueça o tom por vezes despeitado da narrativa e se delicie com o mau humo divertido desse centauro gaudério .”

FLÁVIO ILHA

Revista Aplauso

 

“ Tudo no livro de Marcelo Backes é inusitado . (...) Misto de guia de viagens com descrição arquitetônica e narrativa ficcional, romance de formação e sátira histórica , tudo isso misturado e, além de tudo , uma bela declaração de amor .”

RICARDO LÍSIAS

Revista EntreLivros

 

Backes narra histórias de viagens reais pela Europa misturando ficção , História , humor , narrativa de formação e ensaios cínicos sobre praticamente tudo . É romance , e é mais .

CARLOS ANDRÉ MOREIRA

Zero Hora

 

Marcelo Backes soube preencher com originalidade e precisão esse seu indispensável caderno europeu de viagens . Nele, sabe ser Erasmo não ofende o ensaísmo de Montaigne quando insere, de a cabo a rabo de seu relato, a sátira e o humor próprios de Rabelais.”

LUIZ HORÁCIO

JORNAL VAIA

 

Backes combina vasta cultura com ironia agressiva para no oferecer um livro tão divertido quanto comovente , sugerindo as sensações epifânicas de quem viaja não como turista mas sim como estrangeiro : estranhando tudo e despertando estranhamento nos nativos .”

GUSTAVO BERNARDO

Site Dubito Ergo Sum

Trecho de maisquememória

     
   
 

Estilhaços. Minigâncias-digressões-e-batocaços. Editora Record : Rio de Janeiro 2006.

Estilhaços é a terceira obra individual de Marcelo Backes e sua primeira tentativa no âmbito da ficção. Livro multifacetado, Estilhaços é, ao mesmo tempo, um painel contundente da contemporaneidade cultural, literária e política do Brasil e um inventário da formação pessoal do autor. Caracterizada pelo sarcasmo e pela contundência do humor, a obra explora à exaustão dois gêneros pouco praticados no Brasil, o aforismo e o epigrama. Passando de Heine a Tom Waits e da Universidade de Freiburg ao Internacional de Porto Alegre, Estilhaços mostra um autor que transita com desenvoltura tanto pelo universo intelectual quanto pelo universo pop e é capaz de construir um universo ficcional dos mais bem elaborados sobre a base do fragmento, como acontece em “Glossário de nomes que são” – uma história fundamentada em microbiografias, com ingredientes bucólicos e até policiais – e em “Pequeno dicionário nostálgico do meu futebol missioneiro”, um exercício de criatividade e de intervenção no léxico, que fixa um universo ficcional que vai muito além do futebol.

 

Estilhaços não é simplesmente original. É, infelizmente, solitário. Cadê os pares que possam, com Backes, ampliar o diálogo, impossível sem vivo, enérgico debate? Uma espada para sempre embainhada é um adereço, para dizer o mínimo, ridículo. A arma branca de Backes, ao contrário, em momento algum sai de sua empunhadura, não é guardada em nenhuma página [...] e dá estocadas, mais que certeiras, indispensáveis, ferindo a falsa paz preguiçosa dos que acham que cultura e civilização são prédios já suficientemente construídos e esquecendo que alguns, urgentemente, precisam ser implodidos.”

PAULO BENTANCUR

( Revista Aplauso 104 , Julho de 2006)

“O mês de abril foi igualmente valorizado pelos Estilhaços de Marcelo Backes, com seus rasgos onde as emoções, o ácido sarcasmo, a brutal sinceridade, a inteligência e uma tão vasta cultura para tão pouca idade.”

SERGIO FARACO

( Zero Hora , Edição 14881, 24.5.2006)

“[...] trata-se de um livro criativo, um sopro de novidade no cenário: um conjunto composto de textos inconformados, rebeldes, com grande volúpia de atacar certo poder, de vez em quando alcançando alta voltagem estética – para este leitor aqui, particularmente as duas seções do livro dedicadas ao mundo da pequena cidade de que o autor proveio, cidadezinha em que as relações humanas são atravessadas pelo poder da religião e pela vontade de transgredi-lo, tudo condicionado pelo trabalho no campo e pela gente alemoa do Rio Grande do Sul missioneiro.”

LUÍS AUGUSTO FISCHER

( Zero Hora , Caderno de Cultura, 1.4.2006, p. 2 )

“De Lutero aos tipos de Campina das Missões, que conheceu quando crainça, Backes mistura tudo no caldeirão de Estilhaços , legítimo mosaico de referências que contém muito de humor e ironia.”

EDUARDO LANIUS

( Jornal do Comércio , 6.4.2006, p. 3)

“Filhos de pais e mães trocados, cornos, cafajestes, padres safados, bêbados, prostitutas, mulheres carimbadas e guris que conhecem como a palma da mão as frestas de tábuas dos banheiros vizinhos compõem o universo criado por Backes que, com este texto, faz uma estréia das melhores na ficção brasileira.”

TAILOR DINIZ

(Sobre “Glossário de nomes que são” de Estilhaços . Revista Aplauso , 74, Maio de 2006)

Estilhaços é uma grande aventura de linguagem, irônica, onírica, como em “Glossário de nomes que são ou Estória onomástica de Anharetã”. Conto? Novela? Seja como for, uma verdadeira mitopoética de sua aldeia, que se prolonga na seção “Pequeno dicionário nostálgico do meu futebol missioneiro”, em registros divertidíssimos de um sarcasta convicto.”

ANDRÉ SEFFRIN

( Revista EntreLivros, Ano I/11 , Março de 2006 )

““Potro que nasce em chiqueiro não vira porco", sentencia o jovem escritor Marcelo Backes , em Estilhaços , livro genial que une o dia-a-dia da terra gaúcha ao mais acurado pensamento filosófico germânico.”

FLÁVIO TAVARES

( Zero Hora , Edição 14892, 14.6.2006)

Estilhaços leva a uma leitura compulsiva. A brevidade dos aforismos seduz como a das manchetes dos jornais. Você passa o olho e parece impossível não lê-las. Agora imagine um livro quase todo assim.”

IRINÊO NETTO

( Gazeta do Povo , 17.4.2006, Capa do Caderno G )

“Numa forma que transita do miniconto ao aforismo, Backes lança mão da ironia para realizar um mosaico contemporâneo, formado por fragmentos independentes que mesclam cotidiano, sátira, reflexões culturais e sociais.”

CARLOS ANDRÉ MOREIRA

( Zero Hora , Segundo Caderno, 8.3.2006, Capa do Caderno )

“Muita coisa sobra depois de Estilhaços , de Marcelo Backes , de 30 anos. Fragmentos, sim, mas não pedaços arruinados pela aguda e temperada leitura do crítico e escritor, e sim fragmentos esplendentes e, claro, ferinos. Uma ferida que lança luz sobre o cancro da cultura estagnada e da vida social tão injusta quanto avessa ao debate franco.”

PAULO BENTANCUR

( O Estado de São Paulo , Caderno 2, 4.6.2006, p. D5 )

Estilhaços , de Marcelo Backes , é desconcertante e quase inclassificável. Desconcertante, porque traz aforismos, epigramas, fragmentos autobiográficos, pensamentos, traduções, crítica e ficção, numa seqüência que ajuda a compor um retrato do autor “quando jovem”, ou seja, até aqui; e quase inclassificável, ao misturar coisas díspares na aparência, sem pontos de contato visíveis, mas que, de alguma forma, traem as preferências estéticas. A vivência interiorana (ao lado do seu oposto, o abandono das raízes), o pendor para a controvérsia... vazados numa linguagem que revela a origem gaúcha, ou melhor, missioneira, de Backes , um homem de letras que embaralha o erudito e o popular.

EDUARDO LANIUS

( Jornal do Comércio , Panorama, 13.3.2006, Capa de Caderno )

 

Prelúdio teórico de Estilhaços

Trechos de Estilhaços

 

A arte do combate. A literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários. Boitempo Editorial : São Paulo 2003.

A arte do combate trata da literatura alemã, de seu caráter combativo e do combate nas artes em geral. São cento e poucos capítulos, com centenas de poemas, aforismos, fábulas, epigramas e cartas dos mais importantes entre os escritores alemães do período entre Lutero (1483-1546) e Bertolt Brecht (1898-1956). Todos esses textos – breves, incisivos – são imensamente irônicos, briguentos, críticos e combativos. Eles são seguidos por um comentário de Marcelo Backes, que situa tanto o autor, quanto a obra e o trecho selecionado. Esse comentário faz – de quando em vez – algum Witz a respeito da falta de combatividade típica da literatura brasileira. Na obra, sobretudo nas partes introdutórias e, no final, no “Adendo longuíssimo” podem ser encontradas referências – e avaliações breves – acerca de todos os escritores alemães, dos primórdios da literatura germânica, no século VIII, aos dias de hoje.

“É, sem dúvida, o melhor livro sobre a literatura alemã que já li [...]”

FAUSTO WOLFF

(O Pasquim, 14.02.2004)

A Arte do Combate traz muitas amostras do que há de genial na tradição alemã do fragmento e da ironia. Aproximando no mesmo volume os irmãos Grimm e Kafka, as “xênias” de Goethe e os ditos de Brecht, os paradoxos de Karl Kraus, uma sentença de Schnitzler e um aforismo de Nietzsche, o trabalho de Backes cintila de relações inusitadas e pensamentos notáveis.”

MARCELO COELHO

(Folha de São Paulo, 20.12.2003)

“Com as “chispas poéticas” alemãs que Marcelo Backes apresenta em seu voluminoso livro A arte do combate, desencadeia um espetáculo pirotécnico textual – no melhor dos sentidos. A esses fogos de artifício literários não só contribuem os textos escolhidos como também as belíssimas traduções e os ricos comentários sobre o respectivo autor e toda sua obra. Marcelo Backes apresenta, dessa maneira, oitenta autores da literatura em língua alemã, que se espalham por um período que inicia com Lutero e acaba com Brecht.”

JOACHIM MICHAEL

Margem esquerda, no. 4 (2004-2005)

Marcelo Backes exibe a faca amolada da literatura. [...] A abordagem é inusitada. A obra é uma espécie de manual que parte de gêneros muito específicos: a fábula, o provérbio, o aforismo e o epigrama (poemas curtos e, ao mesmo tempo, cortantes).”

HAROLDO CERAVOLO SEREZA

(Estado de São Paulo, 9.11.2003)

“Em A arte do combate, Marcelo Backes discute, num viés polêmico, a ausência de crítica literária no Brasil. Vale um debate em campo aberto, e a hora é propícia. Mas o livro é outra coisa, desde o subtítulo: “a literatura alemã em cento e poucas chispas poéticas e outros tantos comentários”. Backes traçou um painel da literatura alemã, dos primórdios à atualidade, algo tão extenso que entre nós só encontra similar no livro canônico de Otto Maria Carpeaux, A literatura alemã, de 1964.”

ANDRÉ SEFFRIN

(O Pasquim, 8.11.2003)

“Uma boa leitura de verão, oásis, descanso à beira do caminho...”

VICENTE SEREJO

(Jornal de Hoje, Natal, 28.12.2003)

A arte do combate é um consistente e bem alinhado conjunto de chispas poéticas, aforismos, epigramas, poesias, fábulas, cartas, excertos da nata da literatura alemã a partir de Lutero, com comentários do autor, a maioria deles na linha dos textos selecionados, que, embora carreguem sistematicamente um tom entre o espirituoso e a ironia quase corrosiva, não perdem o seu caráter didático. Num trabalho de fôlego e competência, além de analisar a produção intelectual alemã desde sua formação, cita autores e críticos que, à sua época, através de uma posição firme, às vezes até agressiva, contribuíram para o surgimento de uma literatura [a alemã] respeitada como a de hoje.”

TAILOR DINIZ

(Revista Aplauso, no. 53/2004).

Prefácio de A arte do combate

Um capítulo de A arte do combate



Lazarus über sich selbst. Heinrich Heine als Essayist in Versen. Peter Lang Verlag : Frankfurt, Bern und New York 2005.

„Jeder mißversteht seinen halben Heine so gut es geht“, wie Wolf Biermann einmal schrieb. Als Einheit wird das Werk Heines seit langem nicht mehr betrachtet, obwohl es eine vollkommene Einheit in seiner Zerrissenheit –in seiner gebrochen Modernität– bildet. Heine war bei weitem nicht nur Journalist und politischer Schriftsteller, genauso wenig wie er nur Lyriker und unpolitischer Dichter war. Die Spannungen zwischen Politik und Poesie erhielten sich bei Heine bis zum Ende seines Schaffens. Auch Zwischentöne, Unentschiedenes sind zeitlebens bemerkbar. Aber alle seine Schriften entspringen, wie er selbst sagte, ein und demselben subjektiv betonten Gedanken. „‚Ein‘ Gedicht mag ihn enthalten, ‚alle‘ Gedichte entfalten ihn“, wie Klaus Briegleb –Heines Herausgeber– treffsicher im „Nachwort“ zur Gesamtausgabe der Werke schrieb. Genau deswegen befasst sich diese Arbeit mit Heines gesamtem Werk, auch wenn es sich am Ende auf Heines letzte Gedichte konzentriert.
Und den Anstoß für das vorliegende Buch hat dies und ein Satz Montaignes gegeben: „Je suis moy-mesmes la matiere de mon livre.“ Als mir klar wurde, dass es keinen Satz gibt, der Heinrich Heines Werk –insbesondere das Werk der Matratzengruft, und darin speziell das des nicht zustande gekommenen Buch Lazarus– besser charakterisiert als dieser Satz Montaignes hatte ich ein Thema… (Aus dem Vorwort)

Ausschnitt aus dem Abschluss

¤ Antologia de contistas bissextos . Editora L&PM : Porto Alegre 2007.

Organização de Sergio Faraco

O livro reúne contos de autores mais conhecidos em outras áreas da ficção , da arte , ou da vida pública . Além de um conto de Marcelo Backes, há contos de Tarso Genro , Fábio Lucas e Ivo Bender, entre outros .

TRECHO do conto de Backes

 


Escombros & caprichos. O melhor do conto alemão no século 20. L&PM : Porto Alegre 2004.

Escombros e caprichos, é uma antologia do conto em língua alemã do século 20, organizada por Marcelo Backes e Rolf G. Renner e traduzida e comentada pelo primeiro.
Ela traz 54 contos em língua alemã, de autores que vão de Hugo von Hofmannsthal (1874-1929) a Karen Duve (nascida em 1961), ou Judith Hermann (nascida em 1970), passando pelos prêmios Nobel de Literatura Thomas Mann, Heinrich Böll, Günter Grass e a ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2004, a austríaca Elfriede Jelinek. Além dos contos – Marcelo Backes declara instigante a experiência de traduzir 54 autores, em parte tão diferentes um do outro, para em seguida reuni-los no mesmo livro –, o leitor terá à sua disposição um Prefácio bem abrangente e detalhado, escrito por Rolf G. Renner. Nele, a literatura em língua alemã do século 20 é analisada globalmente, sob um ponto de vista teórico-crítico que abre o leque inclusive para o pensamento filosófico e estético decisivo na orientação literária do mesmo século. No Glossário, situado imediatamente após o conto de Karen Duve – não por acaso o último da antologia, afinal ele se passa na última noite do século –, o leitor poderá pesquisar tudo aquilo que o texto lhe oferece e ele talvez não conheça, desde expressões estrangeiras a cidades e lugarejos desconhecidos, bem como datas históricas. No Posfácio – que, assim como o Glossário, foi elaborado por Backes – o leitor encontrará um breve texto acerca da vida e da obra de cada um dos autores compilados, e uma análise – sempre breve, às vezes brevíssima – do conto selecionado.

Princípio do conto de Thomas Bernhard

Sobre Elfriede Jelinek, - Prêmio Nobel de Literatura em 2004

 

Bertolt Brecht. Cadernos Porto & Vírgula. Secretaria de Cultura de Porto Alegre : Porto Alegre 1998 (org.)

Coletânea de textos em homenagem aos 100 anos do nascimento do dramaturgo, poeta e escritor alemão Bertolt Brecht. A obra reúne ensaios de Roberto Schwarz, José Antônio Pasta Jr., Willi Bolle, Gerd Bornheim, Peter Naumann, Flávio Oliveira e Marcelo Backes entre outros e debate diferentes aspectos da vida e da obra do grande escritor, dramaturgo e poeta alemão.


Marcelo Backes é missioneiro das caorganizados e prefaciadoss do R

 

Nova Antologia Pessoal Nova de Armindo Trevisan. Prefácio. Editora Sulina (2001).io

 

 

 

 

      ☼ Antônio Chimango de Amaro Juvenal. Organização,      prefácio e notas. Série “Pequenas Grandes Obras” da          Editora Mercado Aberto (1999).

 

 

Poemas de Emily Dickinson (tradução de Ivo Bender). Coordenação e texto de orelha. Clássicos Mercado Aberto (2002).e 1999, Backes reside aos pés da Floresta Negra, em Freiburg, na Alemanha, onde conclui doutorado em Romanística e Germanística na Albert-Ludwigs-Universität, universidade em que também é docente. Sua tese – sobre a obra de Heinrich Heine – leva o título de Lazarus über sich selbst: Heinrich Heine als Essayist in Versen e será publicada ainda em 2004, na Alemanha.


 

Viagem ao redor do meu quarto de Xavier de Maistre (tradução de Armindo Trevisan). Coordenação, prefácio e revisão da tradução. Clássicos Mercado Aberto (1999).

História de Gil Blas de Santillana de Alain-René Lesage (tradução de Bocage). Coordenação e prefácio. Clássicos Mercado Aberto (1999).

Viagens na Minha Terra de Almeida Garret. Coordenação e prefácio. Clássicos Mercado Aberto (1999).

A capital federal de Artur de Azevedo. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

Leonor de Mendonça de Gonçalves Dias. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

Macário de Álvares de Azevedo. Organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

Eu de Augusto dos Anjos. Prefácio. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

Como e por que sou romancista de José de Alencar. Prefácio. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

O alienista de Machado de Assis. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

Um homem célebre e outros contos imortais de Machado de Assis. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

As relações naturais e outra comédias de Qorpo Santo. Seleção, organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

O negro Bonifácio & outros contos de Simões Lopes Neto. Prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

Os melhores sermões de Pe. Antônio Vieira. Seleção, organização, prefácio e notas. Série “Pequenas grandes obras” da Editora Mercado Aberto (1999).

Contrastes e confrontos de Euclides da Cunha. EDIÇÃO COMENTADA. Organização, prefácio, posfácio e notas críticas. Série L&PM Pockets (no prelo).